Festa dos Tabuleiros em Tomar: o pão à cabeça

Imagine primeiro a rua: fachadas brancas, flores de papel penduradas por toda a parte e, no meio do cortejo, uma jovem que caminha muito direita, com um tabuleiro em equilíbrio sobre a cabeça. Estamos em Tomar, no centro de Portugal, no dia da Festa dos Tabuleiros. Não é um espetáculo para turistas: é um assunto de toda a cidade.
Uma festa que volta de quatro em quatro anos
A Festa dos Tabuleiros realiza-se de quatro em quatro anos, no início de julho. Durante alguns dias, o centro fica coberto de flores de papel. São os habitantes que as fazem: milhares de pessoas, mas também escolas, associações, lares e o hospital. Todo o município participa, e é isso que mais impressiona quando se olham as fotografias das ruas.
O tabuleiro é uma estrutura alta, decorada com pães e flores de papel, que as jovens levam à cabeça. No topo, uma coroa com uma pomba ou uma cruz: a pomba representa o Espírito Santo. As raparigas avançam de branco, e o cortejo dos tabuleiros continua a ser o momento alto da festa.
O que impressiona em Tomar é o lugar do pão. Não está ao fundo de uma procissão: é o próprio assunto. Carregar um peso destes à cabeça exige serenidade, e a festa conta isso com simplicidade. Para quem faz doces, é um lembrete útil: o açúcar não é a única coisa que une uma celebração. A farinha, a água e o forno sustentam as grandes festas há muito mais tempo do que qualquer montra.
A próxima edição está anunciada para 3 a 12 de julho de 2027. Os habitantes foram, aliás, chamados a votar, a 18 de abril de 2026, sobre a realização da festa em 2027.
Raízes na colheita, depois uma rainha
Segundo o jornal Observador, a festa tem raízes pagãs ligadas à época das colheitas. Na Idade Média ganha um carácter religioso, sob a influência da rainha Santa Isabel. As fontes não dão uma data precisa para estas origens, e é melhor dizê-lo do que inventar uma.
Esta mistura de colheita e fé não surpreende em Portugal. Nas aldeias, o calendário segue os campos, a vindima e as grandes mesas de festa. Os doces e os pães acompanharam muitas vezes esses momentos, e as receitas passaram de geração em geração.
Pão benzido para quem mais precisa
O pão está no centro da festa. Benzido pelo padre, faz parte da «pêza», um conjunto que inclui também carne e vinho e é distribuído pelos mais pobres. O pão não é, pois, apenas decoração: serve para alimentar quem precisa.
Os bois, uma tradição que deixou de existir
Outrora, os bois também desfilavam antes de serem abatidos em benefício da comunidade. O abate foi abandonado em 1966. Desde então, a carne vai apenas para as famílias pobres da cidade. Os bois continuam a ser enfeitados, com colares e brincos de flores.
E a Wooly, em tudo isto?
Não há nenhum tabuleiro nas nossas montras, mas há uma história de Tomar que passa pelo nosso balcão: as nossas fatias de Tomar têm artigo próprio, e o título diz tudo: é um doce que pede uma caçarola com chaminé. Se esta história lhe despertou vontade de algo doce, encomende os nossos pastéis de nata online ou levante-os numa das nossas lojas.
Os nossos pasteleiros portugueses trabalham em Bruxelas, em quatro lojas: Etterbeek, Stockel, Uccle e Waterloo. As moradas e os horários estão na página das lojas.
Fontes: Observador, « População de Tomar decide no dia 18 se quer Festa dos Tabuleiros em 2027 » ; Center of Portugal, « Trays Feast in Tomar ».
Foto: Jaimrsilva, Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0.
Encontre a nossa pastelaria artesanal nas nossas lojas em Bruxelas ou encomende online.
Encomendar agora O nosso foodtruck para os seus eventos As nossas lojas






